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Suspeita de nepotismo ronda a prefeitura de Vitória da Conquista, denuncia radialista

Movimentações na Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista levantaram suspeita de nepotismo contra a prefeita Sheila Lemos (DEM). A denúncia foi feita na manhã desta segunda-feira (14) no programa Redação Brasil com Deusdete Dias e Ricardo Gordo.

Um primo da gestora que é agente patrimonial do município, Alexandro Ferreira Lemos, chegou a receber cerca de R$ 500,00 a mais do salário padrão da categoria, que é de R$ 1.100 mais vantagens, chegando a cerca de R$ 1.600.

De acordo com dados disponíveis no Portal de Transparência do município, o agente recebia, em 2020, entre R$ 1.202,00 e R$ 1.678,00, acumulando o valor anual de R$ 17.534,74 em remuneração bruta.

No primeiro semestre de 2021, o salário do agente saltou para R$ 1.100, chegando a R$ 5.110,00, totalizando R$ 25.110,40 de remuneração líquida. Com isso, a remuneração ultrapassou, apenas nos primeiros seis meses, toda a renda recebida no ano passado.

Os radialistas Deusdete Dias e Ricardo Gordo também comentaram sobre a subsecretária da Secretaria de Saúde, Kalilly Lemos, que também é prima da prefeita e foi nomeada em abril de 2021.

Segundo os radialistas, a subsecretária está exercendo grande influência. “Quem dá as cartas e manda hoje na estrutura da Secretaria é a subsecretária”, afirmou o repórter Ricardo Gordo

A remuneração de Kalilly Lemos também foi elevada em 2021: em abril, a subsecretária recebeu R$ 4.882,13 em valores líquidos, chegando a R$ 6.690,93 em maio.

Apesar das suspeitas, a contratação de primos não configura nepotismo, de acordo com súmula editada pelo STF. Configura-se como nepotismo apenas parentes de 3º grau, ou seja, maridos, esposas, pais, avós, bisavós, filhos, netos, bisnetos, irmãos, sobrinhos, tios, sogros, sogras, cunhados, genros e noras. Os primos são considerados parentes de 4º grau.


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