O Sindicato do Magistério Municipal Público de Vitória da Conquista (Simmp) iniciou a Campanha Salarial de 2025 enfrentando desafios significativos nas negociações com a Prefeitura. Em entrevista ao Blog do Sena, a presidente do Simmp, Greissy Reis, expressou insatisfação com a ausência de representantes das Secretarias de Gestão e Inovação e de Finanças nas primeiras rodadas de negociação, o que dificultou o avanço das discussões.
“As rodadas de negociação não começaram nada bem, uma vez que houve a falta de representantes das duas secretarias importantes para discutir essa pauta, como a Secretaria de Gestão e Inovação e a Secretaria de Finanças. Apenas o secretário Romar justificou a sua ausência; o secretário de Finanças não justificou, e isso impossibilitou o avanço nas discussões das pautas sobre a campanha salarial 2025”, disse Reis.
Greissy Reis também destacou que a prefeita Sheila Lemos (União Brasil) ainda não implementou o piso salarial nacional para os professores. O Ministério da Educação estabeleceu, em janeiro de 2025, um reajuste de 6,27% no piso salarial do magistério público da educação básica, fixando-o em R$ 4.867,77 para uma jornada de 40 horas semanais . Apesar disso, segundo a presidente do Simmp, os professores de Vitória da Conquista ainda não receberam esse reajuste.
“O governo não faz o repasse dos 6,27% de reajuste do piso e já tem recebido as verbas do Fundeb desde janeiro. E a gente não entende por que não pagou ainda o que deve ao professor”, decalrou.
A presidente questionou a demora da administração municipal em efetuar o pagamento do piso, especialmente quando outras cidades, como Brumado e Salvador, além do governo estadual, já realizaram o reajuste.
“Nós não entendemos essa política de desvalorização do governo municipal. A cada ano nós percebemos uma resistência cada vez maior em fazer cumprir a legislação que rege a carreira do professor, que rege a profissão docente. Nós não entendemos por que o Governo Municipal recebe nos cofres públicos os recursos do Fundeb, o reajuste do piso, e não repassa para o professor. Nós gostaríamos que a prefeita Sheila Lemos tratasse com mais respeito o trabalhador da educação, sobretudo o professor, que é uma das peças fundamentais de se fazer educação”, afirmou.
Quanto aos próximos passos da campanha salarial, Greissy Reis informou que o Simmp solicitou uma nova reunião para a próxima semana e espera a presença de todos os secretários e representantes do Executivo municipal.
“Pedimos o agendamento de uma reunião para a próxima semana e esperamos a presença de todos os secretários, da representação do Executivo municipal, e esperamos uma resolução e o pagamento do piso na carreira do professor como determina a lei”, finalizou Reis.