Nesta quarta-feira (26), completa exatamente cinco anos do primeiro caso confirmado de covid-19 no Brasil: um homem de 61 anos, que havia viajado para a Itália e estava em atendimento desde o dia 24 no Hospital Israelita Albert Einstein. Ele sobreviveu. O caso foi registrado no dia 26 de fevereiro de 2020
A pandemia de COVID-19 transformou radicalmente a realidade do Brasil, trazendo desafios sem precedentes para o sistema de saúde e a sociedade. Os casos da doença rapidamente se espalharam por todo país, afetando todos os estados, inclusive a Bahia e o município de Vitória da Conquista.
Na Bahia, o primeiro caso foi confirmado em 6 de março de 2020, em Feira de Santana. Trata-se de uma mulher de 34 anos que havia retornado de viagem à Itália e foi diagnosticada logo após apresentar sintomas compatíveis com a doença, de acordo com a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) na época. Os estado foi um dos que registrou rápida expansão dos casos. Em pouco tempo, o vírus se espalhou por mais de 150 municípios. Ao longo dos meses, o número de casos acumulados chegou a centenas de milhares, e os óbitos totalizaram mais de 30 mil, de acordo com os boletins divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde. O avanço do vírus levou à adoção de medidas emergenciais, como o fechamento de escolas, interdição de praias e restrições a aglomerações, a fim de conter a disseminação da doença.
Em Vitória da Conquista, a situação foi acompanhada com rigor desde o início. O primeiro caso na cidade foi confirmado em 31 de março de 2020, envolvendo um jovem de 27 anos que já estava sob monitoramento da Vigilância Epidemiológica. Posteriormente, à medida que os testes avançaram, mais casos foram confirmados tanto pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) quanto por laboratórios privados.
Já o primeiro óbido em decorrêcia da doença foi registrado em Vitória da Conquista no 13 de abril de 2020, quando um homem de 69 anos, internado no Hospital São Vicente, veio a falecer. Esse triste marco foi seguido por um aumento gradual no número de óbitos, que, ao longo da pandemia, ultrapassou a marca dos 700, conforme os boletins divulgados pela Sesab e pela Secretária Municipal de Saúde.
Com o passar dos meses, Vitória da Conquista passou por diversas fases da pandemia. Um dos desafios foi a necessidade de ampliar a capacidade dos hospitais e UTI’s para atender não só os moradores locais, mas também pacientes provenientes de municípios vizinhos. Para evitar o colapso dos serviços de saúde, foram implementadas medidas emergenciais, como a criação de novos leitos e a contratação de serviços complementares. Essas ações permitiram que o município mantivesse um sistema de saúde funcional mesmo durante os picos de demanda.
Dados mais recentes indicam que, graças ao avanço da vacinação, a cidade conseguiu reduzir significativamente o número de casos ativos. Em fevereiro de 2023, por exemplo, houve uma redução de 94% nos casos confirmados em comparação com dezembro do ano anterior. Atualmente, mais de 362 mil pessoas receberam a primeira dose da vacina, cerca de 317 mil completaram a segunda dose, e reforços já foram aplicados, inclusive a vacina bivalente, que protege contra a cepa original e as variantes ÔmicronBA.
No entanto, vários casos da doença ainda seguem sendo notificados na cidade. Segundo dados do e-SUS Notifica e Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP Gripe), divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), entre 1º janeiro e 3 de fevereiro de 2025, foram notificados 570 casos suspeitos de Covid-19 em Vitória da Conquista, dos quais, 22 casos já confirmados, e duas mortes pela doença. Até o momento, foram sete internações por Covid no município.
De acordo com a SMS, dos óbitos confirmados, o primeiro deste ano ocorreu em 6 de janeiro. O paciente de 55 anos, do sexo masculino, tagabista, foi internado em 22 de dezembro de 2024. Ele estava com o esquema vacinal para a Covid incompleto. Já o segundo óbito, uma mulher de 55 anos, que foi internada no dia 7 de janeiro e faleceu no dia 9 de janeiro, com diagnóstico de câncer de mama metastático, havia tomado a última dose da vacina contra a Covid em 2022.