A morte da jovem Ana Luiza Dompsin, de apenas 24 anos, em março do ano passado, chocou Vitória da Conquista, onde ela atuava como dentista, e a cidade mineira de Divisa Alegre, onde o crime ocorreu.
Ana Luiza morreu com um tiro na nuca com uma arma de seu namorado, o Policial Militar Amauri dos Santos Araújo. O Ministério Público ofereceu denúncia contra o PM. Já Amauri afirma que Ana Luiza teria cometido suicídio, tendo tirado a arma de sua cintura enquanto ele amarrava o sapato.
A versão do acusado sempre foi contestada por familiares e amigos de Ana Luiza, que alegaram que arma era de difícil manuseio e o local do tiro não era comum para um suicídio.
Nesta quarta-feira (16), ocorreria a Audiência de Instrução e Julgamento, onde deveria ser ouvida uma testemunha de defesa do acusado, no entanto, a testemunha não foi localizada. A família da jovem foi para a frente do Fórum com uma faixa com a frase “Foi Feminicídio!”, e com a hashtag “Justiça por Ana Luiza”.
Através das redes sociais, os familiares expressaram sua insatisfação com o adiamento da Audiência, uma vez que o crime está prestes a completar um ano.