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Polícia prende suspeito de matar advogado conquistense;morte teria sido encomendada pela ex-mulher

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Um dos suspeitos de matar o advogado conquistense Julio Zacarias, foi preso em Feira de Santana, na noite desta sexta-feira (22). Cleidson Marques Vasconcelos, 35, é apontado como um dos executores do crime – ele teria sido contratado pela própria ex-mulher da vítima, a servidora aposentada do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) Glaucia Mara Ottan Ferraz, 47.

O advogado foi encontrado morto no dia 5 de fevereiro deste ano – 21 dias após ser dado como desaparecido. O corpo foi encontrado na zona rural de Santo Amaro, no Recôncavo baiano. Júlio estava sem roupas, com as mãos amarradas e com duas perfurações de tiros. A ex-mulher dele, Glaucia, e a empregada doméstica dela, Maria Luiza Borges do Carmo, já estavam presas desde o dia 14. 

Ele foi localizado no bairro de Pedra de Descanso, perto da casa de parentes. 

“Desde o início das investigações, depois da prisão delas, já tínhamos a identidade dele como sendo um dos executores. A empregada o reconheceu como uma das pessoas que foi convidada por ela. Ela o conheceu através de uma pessoa, justamente para o cometimento do crime”, afirmou o delegado,na manhã deste sábado (23).

À polícia, inicialmente, Cleidson afirmou que não tem envolvimento com o assassinato do advogado. Ele, que disse ser comerciante, deve prestar depoimento neste sábado. 

Cleidson já foi preso por homicídio, em 2013. Conhecido como ‘Vermelho’, Cleidson foi acusado de ser um dos responsáveis pela morte de um soldador, naquele mesmo ano, em Feira. 

“Tem outros fatos que estão sendo investigados e estamos procurando outros envolvidos”, completou o delegado, sem entrar em detalhes. Cleidson foi encaminhado para o Complexo Penal do Sobradinho, em Feira. 

Além da 1ª Coorpin, a operação, batizada de ‘Viúva Negra’, contou com policiais da 3ª Coorpin (Santo Amaro), da Polícia Militar e da Polícia Federal. 

Contratação
O irmão da vítima, Bráulio Ferraz, confirmou que o suspeito não conhecia Júlio antes do crime.

“Para nós, não vai ser Justiça até todos serem presos e até o júri popular de todos. A gente sabe que o processo não é tão rápido, mas a nossa esperança é que todos sejam condenados, em júri popular, à pena máxima de 30 anos”, disse Bráulio. 

Segundo a polícia, a ex-mulher de Júlio, Glaucia, não aceitava a partilha de bens proposta no divórcio. Os dois estavam separados há seis anos. Para resolver a situação, ela teria decidido contratar dois homens para matar o advogado. O pagamento de cada um seria de 2 milc.  

Já a empregada doméstica Maria Luiza Borges do Carmo teria sido pressionada pela patroa para contratar os executores do crime. À polícia, Maria Luiza confirmou que contratou os homens, mas negou que tenha sido paga por isso. Ela contou que cedeu à pressão de Glaucia porque teria sido ameaçada de morte.


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