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Conquista: Desistência dos leitos COVID do Hospital São Vicente poderá causar superlotação

O anúncio da desistência do Hospital São Vicente de Paula (HSVP) em renovar o contrato dos leitos de clínicos e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com a Prefeitura de Vitória da Conquista acendeu um alerta. Atualmente, são 40 leitos clínicos e 10 de UTI exclusivos para o tratamento de Covid-19 pagos com recursos municipais e do governo federal. O contrato vence no próximo dia 23 de julho.

Até o momento, Vitória da Conquista possui 78 leitos clínicos e 70 leitos de UTI. Caso aconteça o encerramento do contrato, a cidade ficaria com 38 leitos clínicos e 60 leitos de UTI. O impacto seria maior nos leitos clínicos com uma diminuição de 51,3% da oferta. Já em relação aos leitos de UTI, a perda seria de 14,3%.

No Hospital de Geral, os leitos são pagos pelo governo do estado. São ao todo 18 leitos clínicos e 40 leitos de UTI. De acordo com a Secretária Estadual de Saúde (Sesab) consultado na tarde desta segunda-feira (19), apenas seis leitos clínicos estão disponíveis ou seja 67% estão ocupados, e cinco leitos de UTI estão sem pacientes e a ocupação geral é de 88%.

Já no Hospital de Clínicas de Conquista (HCC), o contrato dos leitos é firmado com o governo do estado desde maio do ano passado. Ao todo, são 20 leitos clínicos e 20 leitos de UTI. Desse número, oito leitos clínicos estão ocupados (40%) e nove leitos de UTI também estão ocupados (45%).

Com a desativação dos leitos exclusivos para o tratamento da Covid-19 no Hospital São Vicente de Paulo, os pacientes munícipes de Conquista e outras cidades da região, seriam transferidos para os leitos do HGVC e HCC,  o que poderá ocasionar uma superlotação e até será preciso realizar transferência de pacientes para hospitais em outras cidades da Bahia. Ainda de acordo com a Sesab, a taxa geral de ocupação de todos os leitos COVID é 53% nesta segunda (19). Casos os 50 leitos do HSVP fossem desativados hoje, essa taxa subiria para 64,3%.

De acordo com o ofício enviado a Secretaria Municipal de Saúde, o hospital alega dificuldades técnicas, operacionais e financeiras para manutenção do contrato. O assunto foi encaminhado ao conhecimento do Ministério Público Estadual e Sesab, mas até o momento não há uma resposta de como ficará a situação.


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