Coronavírus: Ocupação de leitos de UTI não apresenta queda em Vitória da Conquista e preocupa autoridades de saúde

A ocupação dos leitos de UTI para covid-19 não tem diminuído em  Vitória da Conquista, cidade polo da região sudoeste da Bahia. Já são 7 meses de pandemia e o número não apresenta queda. De acordo com o último boletim epidemiológico da cidade, divulgado ontem (15) pela Secretária Municipal de Saúde, a ocupação dos leitos de UTI ainda está em 70%. Já os clínicos 47%.

Dos 70 leitos de UTI  da cidade 70% estão ocupados.  Desse número, 40% são pacientes de cidades vizinhas e 30% de moradores de Conquista. Esse dado mostra preocupação para região sudoeste. Em entrevista a TV Bahia nesta sexta-feira (16), autoridades demostraram preocupação com a manutenção de altas taxas de internação nas regiões da Bahia, mas principalmente com o sudoeste:” a região sudoeste nos preocupa um pouco mais”, subsecretária de Saúde da Bahia, Tereza Paim

A secretária municipal de saúde, Ramona Cerqueira, também concedeu entrevista e disse que “a preocupação fica com a circulação de pessoas entre as cidades”: “A gente percebe que essa circulação de pessoas acontece, mesmo porque [Vitória da] Conquista hoje também tem uma policlínica regional, e que há uma circulação de pacientes também vindo para aqui até mesmo por questões de oncologia, de nefrologia, que a gente sabe que paciente precisa fazer diálise. Então, Conquista hoje é uma cidade que recebe muito” declarou Romana.

Na região sudoeste, a preocupação é porque a ocupação das UTIs têm demorado para cair, ficando em uma estabilidade elevada. E são muitos os flagrantes de aglomerações na região, muitas delas por causa de campanhas políticas. Há flagrantes em Barra do Choça, Itarantim e Ibicoara. Situação que o Governador do Estado, Rui Costa, já havia se pronunciado a respeito e cobrado dos candidatos de toda a Bahia para colocar a saúde da população em primeiro lugar e ainda  reiterou que acha inadmissível o que chamou de “verdadeiras micaretas” em campanhas realizadas em vários municípios.

Além da região sudoeste, a ocupação de leitos de UTI tem variado nas 8 macrorregiões do estado, que são núcleos regionais de saúde e não apresenta uma melhora.

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