Ministro da Educação provoca mal-estar com diplomacia israelense após menção à “Noite dos Cristais”, marco do nazismo que massacrou judeus

A parceria diplomática entre Brasil e Israel é forte e, até agora, as seguidas menções de autoridades brasileiras ao holocausto como alegoria para a política nacional haviam despertado o repúdio de entidades judaicas pelo mundo, mas não das representações oficiais de Israel. Isso mudou nesta quinta-feira (28/02), com reclamações do cônsul israelense em São Paulo e da Embaixada do país em Brasília.

Weintraub, que tem origem judaica, mas não é judeu, comparou a operação da Polícia Federal para combater fake news à Noite dos Cristais — uma ação violenta organizada pelo regime de Adolf Hitler, na Alemanha nazista, que marcou o início da perseguição aos judeus.

O cônsul Alon Lavi foi o mais contundente. Ele fez cinco postagens divulgado o repúdio de entidades como o Museu do Holocausto do Brasil, o Comitê Judaico Norte-Americano e a Confederação Israelita do Brasil, acompanhadas de uma frase sua dizendo que o assassinato de 6 milhões de judeus não tem comparação com “qualquer realidade politica no mundo”.

O Holocausto, a maior tragédia da história moderna, onde 6 milhões de judeus, homens, mulheres, idosos e crianças foram sistematicamente assassinados pela barbárie nazista, é sem precedentes. Esse episódio jamais poderá ser comparado com qualquer realidade politica no mundo. 

A Embaixada de Israel usou um tom mais ameno e não citou o ministro brasileiro, mas reclamou que a utilização da comparação banaliza o sofrimento que foi imposto ao povo judeu.

Já o American Jewish Comittee, que representa judeus em plano global, foi mais incisivo: “Basta!”, postaram. “As repetidas menções políticas ao Holocausto por representantes do governo brasileiro são profundamente ofensivas ao povo judeu”, postaram.

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