Falta de vagas em creches: Vereadores devem acionar órgãos de proteção a criança

Na manhã de ontem (06), as vereadoras Nildma Ribeiro (PCdoB) e Viviane Sampaio (PT), o vereador Valdemir Dias (PT), e a presidente do Sindicato do Magistério Municipal (SIMMP), Ana Cristina, visitaram a creche do Jardim Valéria, onde está acontecendo uma mobilização de mães à procura de vagas para seus filhos. As matrículas serão realizadas apenas no dia 11 de fevereiro, no entanto as mães já estão na fila desde o último domingo (03). Os vereadores afirmam que irão acionar os órgãos de proteção a criança para solucionar o problema de falta de vagas em creches municipais.

Acampamentos de mães também estão acontecendo em frente das creches municipais Regina R. Cairo, e Conselheiro Pedro Emílio, no bairro Patagônia. Mesmo assim, as vagas não serão suficientes para suprir a demanda de alunos que precisam ser matriculados. A prefeitura e Secretaria Municipal de Educação (SMED) não se posicionaram sobre a situação.

Onde está Herzem Gusmão? – Para o vereador Valdemir Dias (PT) é um absurdo que a prefeitura e SMED não tenham se posicionado. “Estamos vendo mães aqui passando a noite ao relento, e o dia ao sol escaldante, enquanto os gestores maiores viajaram para Sobral, no Ceará”, indignou-se.

Secretaria de Educação sem representante – Recentemente o Coronel Esmeraldino Correia assumiu a Secretaria Municipal de Educação, mas logo em seguida viajou com Herzem Gusmão, e encontra-se, no momento, fora da cidade. “A Secretaria está sem representante, isso é um descaso total. Um secretário recém nomeado, e não temos um representante legal para responder sobre o caso”, disparou Viviane Sampaio (PT). Em nome da bancada de oposição da Câmara, Viviane afirma que órgãos de proteção a criança, como Vara da Infância, serão acionados. “Infelizmente não podemos ir a Sobral falar com o prefeito. Então vamos resolver aqui mesmo”, frisou.

O direito à creche é constitucional – A vereadora Nildma Ribeiro (PCdoB) reforçou que o poder executivo tem a obrigação de se posicionar sobre a falta de vagas. “Creche é um direito constitucional, não é um favor”, afirmou. “As crianças precisam estar nas creches, as mães precisam trabalhar”, completou. Nildma mostrou-se indignada com a situação. “São apenas 100 vagas para uma demanda de mil crianças. Isso é um retrocesso, um desgoverno, um desrespeito com essas mulheres que estão aqui ao relento. Exigimos que o prefeito tome alguma providência”, disse.

Caos na educação municipal – A presidente do SIMMP, Ana Cristina, afirma que a educação no município vive um momento de retrocesso. “ Parece que estamos voltando para a idade média. Está um caos. Vagas da educação infantil que deveriam ser ampliadas, estão sendo diminuídas; turmas estão sendo fechadas; escolas da zona rural desfasadas. Ana Cristina fez questão de frisar que no ano passado a prefeitura fechou a creche Joana D’Arc, assim como várias escolas na zona rural.

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